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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

CELEBRAÇÃO DOS 109 ANOS DE NASCIMENTO DE DOM HELDER CAMARA


Há 109 anos, no dia 7 de fevereiro, na cidade de Fortaleza nascia aquele que se tornaria o maior profeta do século XX: Dom Helder Camara.

Para celebrar essa data tão importante O IDHeC – Instituto Dom Helder Camara, o Fórum Articulação de Leigos e Leigas da AOR e o Fórum Dom Helder Camara irão realizar um evento reunindo textos de Dom Helder, música, blocos líricos e uma celebração Eucarística.

O evento - O OLHAR DO PROFETA SOBRE OS DIREITOS HUMANOS – terá início a partir das 18h, no pátio da Igreja das Fronteiras.

Haverá exibição de vídeos de Dom Helder, como um pequeno trecho da Sinfonia dos Dois Mundos, crônicas do programa Um Olhar sobre a Cidade e Mariama, recitada por Dom Helder na Missa dos Quilombos. A exibição dos vídeos será intercalada por músicas e poemas de Dom Helder e contará ainda com a participação de blocos líricos.

O evento será encerrado com uma concelebração Eucarística, no interior da Igreja das Fronteiras, presidida pelo capelão Pe. José Augusto e com a participação já confirmada de Pe. Fábio Potiguar e o monge Marcelo Barros, que fará a homilia. Todo o clero de nossa Arquidiocese e de outras dioceses está convidado a participar da concelebração e, assim, prestar sua homenagem ao Dom.

Todos e todas que fazem parte da Arquidiocese de Olinda e Recife estão convidados a participar desse evento, trazendo sua alegria e celebrando conosco o nascimento de Dom Helder do jeito que ele mais gostava: com muita festa e animação.

SERVIÇO

O QUE :    Celebração dos 109 anos de nascimento de Dom Helder Camara

QUANDO – 07 de fevereiro de 2018

ONDE:       Igreja das Fronteiras

HORA:      18h – Um Olhar do Profeta sobre os Direitos Humanos
                19h – Concelebração Eucarística


quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O IDHeC CONTA COM VOCÊ. VENHA E TRAGA UM AMIGO

      Instituto Dom Helder Camara
Meus queridos amigos

Era com essa frase que todos os dias, de segunda a sábado, entre 1974 e 1983, Dom Helder se dirigia ao povo de Olinda e Recife para comentar, à luz do Evangelho, problemas atuais àquela época e que afligiam a população, especialmente às pessoas mais pobres.

É pegando carona nessa frase do Dom da Justiça, da Paz e da Esperança que nós  queremos nos  dirigir a todos e todas vocês para fazer um apelo cheio de esperança. Como vocês sabem, Dom Helder fez um testamento onde designava a Obras de Frei Francisco como guardiã de seu legado, representado pelo acervo de seus pronunciamentos e de sua luta em prol dos direitos humanos negados, tanto às vítimas da ditadura quanto aos excluídos e marginalizados pelo sistema econômico vigente no país e no mundo e pela Casa de frei Francisco, experimento de promoção e libertação de excluídos.

Nos últimos dez anos, recuperados e colecionados com muito custo e dedicação os documentos que ele nos deixou sob a guarda de sua eterna secretária Zezita Duperron, de amigos e da “família de São Joaquim”, o Instituto Dom Helder Camara, sucessor da “Obras de Frei Francisco” iniciou o processo de publicização desse acervo através de ações como as indicadas a título de exemplo a seguir:

v Convênio com a Companhia Editora de Pernambuco - CEPE para publicação de sua obra, compreendendo:

v Suas meditações de todas as madrugadas, sob a forma de cartas conciliares, inter-conciliares e pós-conciliares. Hoje já estão publicados 13 livros, compreendendo o período 1964 a 1970 e outros volumes já estão prontos para publicação referentes ao período ;

v Coletânea de 200 edições de seu programa de rádio “Um Olhar sobre a Cidade” ;

v Uma coleção de poemas de Carlos Pena Filho com anotações sobre os mesmos de próprio punho de Dom Helder;

v Convênio com a Prefeitura da Cidade do Recife, para digitalização de cerca de 140.000 folhas de documentos compreendendo cartas expedidas e recebidas, pronunciamentos feitos no Brasil e no exterior, títulos e comendas recebidas, fotografias, reportagens em jornais e revistas nacionais e estrangeiras, e preparação desse acervo digitalizado para disponibilização pública;

v Convênio com a Petrobras para criação e instalação do Museu Dom Helder Camara, compreendendo a casa onde ele morou por trás da Igreja das Fronteiras e a Exposição no mezanino da Igreja;

v Captação de recursos junto ao BNDES para restauração total da Igreja das Fronteiras;

v Convênio com a FUNDARPE para contratação de pessoal especializado em história e biblioteconomia.

Para contar com esses apoios o Instituto tem que apresentar as suas contrapartidas, tais como:

v Despesas de custeio necessárias ao funcionamento desse Memorial, que compreende:   Igreja das Fronteiras, Casa Museu, Exposição Permanente e o CEDHOC - Centro de Documentação, representadas por salários de pessoal administrativo, materiais de limpeza e de expediente, pagamento de água, energia, internet, segurança, impostos;

v Contratação de serviços profissionais de especialista em Comunicação para manter ativas e atualizadas as mídias digitais necessárias à divulgação, como blog, face book, twitter e Instagran;

v Contratação de especialista para organização e inserção de notas e comentários de rodapé do material a ser editado e publicado.

Para cobrir essas despesas o IDHEC só conta com as coletas das missas dominicais e com as mensalidades de seus associados e as contribuições de amigos, beneficiários  e admiradores de Dom Helder, o que no final do ano passado chegou a representar apenas 30% das necessidades mensais. Temos sobrevivido, e essa sobrevivência não ultrapassará o próximo mês de março, complementando essas necessidades com  recursos de projetos que previam o pagamento de serviços externos e que foram assumidos pelo pessoal do Instituto. 

O nosso apelo, cheio de esperança, vai  nas seguintes direções:

Se você é associado ou admirador de Dom Helder, e tem uma situação que permite uma contribuição eventual  maior que a mensalidade de associado,  ou uma contribuição de frequência mensal, semestral ou anual, entre em contato conosco ou faça o depósito diretamente na conta dos Bancos:

Instituto Dom Helder Camara, CNPJ 08.799.272/0001-05

ITAÙ -   Agencia 3175 C/C 19789-0
BANCO do BRASIL - Agência 1833-3 C/C 44778-1

Se você é associado e contribuinte, analise se você pode corrigir o valor de sua contribuição mensal que desde 2015, vem se mantendo em R$ 100,00. E, caso possa contribuir com um valor maior do que o mínimo, será muito bem vindo.

Se você é associado e não vem contribuindo, volte a contribuir e ajude o IDHeC a levar adiante o seu trabalho de preservação e divulgação da obra de Dom Helder. Se por acaso não houver condições de assumir ou reassumir uma contribuição mensal regularmente, contribua com quanto e quando for possível. O importante é manter o vínculo. Em qualquer das duas situações, nos ajude a multiplicar o número de contribuinte convencendo um ou mais amigos(as) a se associar.

O nosso memorial está de portas abertas para receber você e quem mais quiser conhecer o espaço onde o Dom viveu e também saber um pouco mais de sua história.

Visite, siga e divulgue o nosso blog – www.institutodomhelder.blogspot.com - curta nossa página no Facebook - @IDHeCoficial, nos siga no twitter - @IDHeCDomHelder e no Instagran – IDHeC e, além de se manter  informado sobre as atividades do IDHeC, encontre textos, frases e poemas de Dom Helder para sempre poder beber do poço de sua sabedoria.

Qualquer que seja o seu caso, entre em contato conosco pelo e-mail  idhec.org@gmail.com ou pelo Telefone: (81) 3231-5341, de segunda a sexta-feira, no horário comercial.

Convencidos de que, com sua ajuda, venceremos essas  dificuldades e em 2018 comemoraremos os 110 anos do nascimento de Dom Helder, os vinte anos de sua morte e, com a graça de Deus, o reconhecimento de sua santidade pela Igreja, com toda a sua obra e ideário disponibilizados na Internet e a Casa de Frei Francisco ajudando a formação cidadã e cristã dos jovens dos Coelhos e do Coque.

Fraternalmente
Diretoria do IDheC
 






quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

UM OLHAR SOBRE A CIDADE: SEM MEDO DO BICHO-PAPÃO




Terça-feira, 11.1.1977

Meus queridos amigos


 Um amigo perguntou-me se eu não exagero na linha da esperança. E quis saber se, de verdade, eu descubro saída e saída pacífica para a entalada em que se acha o mundo. E comentou a sabedoria popular do dito tão conhecido: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. 

Deus me livre de negar que está difícil, aparentemente sem saída, a situação do povo. Hoje, alguém ter a coragem de se apresentar como tendo a solução, como tendo as soluções, é ridículo: nós todos estamos tateando nas sombras. 

Mas vamos ver de perto o que todos nós repetimos em certas situações sem saída: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Bicho! Que bicho é esse? Até quando seremos tão crianças a ponto de ter medo do Bicho-Papão? 

Até quando vamos ter medo do Lobisomem? Muita gente se prejudica ainda mais na vida devido ao medo. Sei que se pode dizer que é fácil quem tem dinheiro e é forte e poderoso não ter medo. 

Como pode deixar de ter medo quem não tem onde cair morto e não tem como se mover vivo? Ah! Se os pequenos conhecessem quanta lei existe capaz de defendê-los! Bem sei que os pessimistas, com olhos de carvão, vendo tudo escuro, logo dirão que lei só é aplicada quando favorece os grandes, e é como se não existissem quando favorecem os pequenos. 

Quando os pequenos se juntam dentro da lei, para defender, sem violência, os direitos que a lei garante, os pequenos se tornam grandes. De primeiro, o grande cuidado da Igreja era acudir os necessitados: levar comida, roupa e remédios aos pobres. Claro que sempre haverá o cuidado, dentro do possível, de socorrer irmãos nossos, 98 filhos de Deus, doentes, nus, famintos... Mas o cuidado número um da Igreja, em nossos dias, é lembrar ao povo que povo é gente, não é bicho, não é objeto, não é número. 

É gente. E tem cabeça para pensar e vontade para querer e boca para falar. A grande caridade hoje consiste em ajudar a fazer justiça. O grande cuidado da Igreja é criar nos pequenos a confiança no direito. Não deixar que o povo se embriague com apelo à violência. 

O grande trabalho da Igreja é ensinar aos pequenos as leis que os protegem e provar que o povo unido, dentro da lei, tem o apoio do governo, que existe para defender o direito. Se correr o bicho pega? A gente não tem medo do bicho. Se parar o bicho come? O povo tem direitos. Cada um sozinho não vale nada. O povo unido, dentro da lei, desafia qualquer Lobisomem, qualquer Bicho-Papão.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

TAMBÉM EM 2018 DOM HELDER É HOMENAGEADO NO JANEIRO DOS DE GRANDES ESPETÁCULOS



Em 2017 a Companhia do Tijolo trouxe para o Recife a peça O AVESSO DO CLAUSTRO, que se apresentou no último final de semana do 23º Janeiro de Grandes Espetáculos.

E para 2018 outra homenagem a Dom Helder será encenada, nessa quarta 17 e quinta 18: "Pro(fé)ta - O bispo do povo". As duas apresentações acontecerão no teatro Arraial Ariano Suassuna, ás 19h.

Foto Rogério Alves - Folha de Pernambuco.

A peça é fruto de um projeto Trilogia Vermelha iniciado em 2014 pelo Coletivo Grão Comum e a Gota Serena Produções. A proposta do projeto é contar através do teatro a vida de três nordestinos que marcaram a história do país: Glauber Rocha, Paulo Freire e Dom Helder Camara.

A peça é dividida em 17 cenas que, ainda que Dom Helder não esteja presente em todos os momentos da peça, surge, aqui e ali, permeando os assuntos que vão se desencadeando, como por opressão, Jesus Cristo, o papel da igreja no mundo e ou terror da ditadura, como mostra o prólogo que encena o velório de Pe. Henrique, assessor de Dom Helder, assassinado durante a ditadura militar. Esse momento é feito de uma maneira inovadora e nada convencional, já que a peça não se inicia dentro do teatro e sim no monumento Tortura Nunca Mais, onde o público é recebido pelo elenco, de onde saem juntos em um cortejo fúnebre, rumo ao teatro, recriando aquele momento.

Em um outro momento, dando asas à criatividade, é representado um encontro imaginário entre Dom Helder, Glauber Rocha e Paulo Freire, representados pelos atores  Júnior Aguiar, Daniel Barros e Marcio Fecher.

Foto Jornal do COmmercio

Júnior, que também é dramaturgo, acha que é importante mostrar que existe uma conexão entre os três. Eles não foram escolhidos para o projeto aleatoriamente.  Foram escolhidos porque mostraram ao país que o povo nordestino é muito importante para o desenvolvimento do país e não um atraso, como alguns querem que seja.

Tomara que vire um agradável hábito e que, todos os anos, o Janeiro de Grandes Espetáculos tenha uma peça homenageando o grande profeta.

Serviço

Espetáculo "Pro(fé)ta - O bispo do povo"
Quando: 17 e 18, às 19h
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista)
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)